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O barulho crepito surte suavemente entre o espaço nobre…
O aroma emana no ar. Sente-se o poder da transformação na arte de servir.
A beleza gastronómica. O verde dos legumes sarapintado com um toque aqui e ali de charme e sabor. Depois o silêncio. E observamos a minucia e o detalhe na disposição antes da presença. Percebe-se ao mínimo detalhe. O olhar atento e a disposição fina apresenta-se num delicado quadro pintado com os melhores ingredientes e produtos tradicionais. É assim o Chefe Cordeiro. Um guardião da cultura gastronómica tradicional portuguesa. Sentimos a presença quase que espiritual da força do sabor. Como é bom o degustar. Eis a retórica que se impõe. Um alcance quase miraculoso que nos remete para um espaço de culto. Como que uma cerimónia eucarística que se apresenta diante dos fieis depositários da palavra, traduzida em corpo e sabor. Um momento vivido em dois.  Um que partilha o fim da aurora. Outro que celebra a chegada do ocaso. Depois do pão e do vinho, a sobremesa. A bênção divina que liberta o corpo e arguta a alma. Serão mais, mas estes somente únicos, onde o Chefe Cordeiro traduz em sabor tudo quanto deposita delicadamente na fineza do seu toque. Permitam-se a estes prazeres.